Jan
05
Horário do Evento: 12:00 / Lugar do Evento: MAM

A leitura da exposição deve partir do princípio de que o seu objetivo está presente nos mínimos detalhes. As partes existem em função do todo; isoladamente, ficam sem sentido.

Os elementos constituintes de cada peça estão relacionados necessariamente entre si. Alguns sustentam, outros são sustentados em um equilíbrio precário.

A matéria é importante. Tábuas, tijolos, cabos de aço, pedras. Materiais de construção, prestes a desabar.

A direção do projeto é dar margem à formação de uma ampla articulação de conceitos que envolve o campo psicológico e o social; os significados objetivos e subjetivos interligados: um som (o seu ritmo), a pedra por um fio (a quase ruptura).

Há em alguns trabalhos uma ligação direta com a física. Mas, quando transposta para a área da exposição, tem o seu sentido modificado, servindo o museu como o elemento consagrador do conceito de arte.

O trabalho não respeita nenhuma ideia de estilo; as modificações ocorrem em uma lógica que busca a superação das contradições internas da minha produção e impedem a manipulação comercializante, procurando um relacionamento crítico com o sistema da arte.

A linguagem está imersa na minha fantasmática, mas é preciso situar o projeto historicamente. O meu e o nosso tempo. O meu e o nosso universo. Tempo de tensões, pressões e (des)equilíbrios.*

Carlos Zilio
Julho de 1976
* Texto de divulgação da exposição.

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MAM- Museu de Arte Moderna
Av. Infante Dom Henrique, nº 85, Glória
Telefone: (21) 2240- 4944 (21) 2240-4899
mam@mamrio.org.br
Horário: 3ª a 6ª, de 12h às 18 h/ Sáb, domingos e Feriados das 12h às 19h